CONVITE

EDITORIAL MINERVA e os autores têm o prazer de convidar V. Exª, família e amigos, para a sessão de apresentação do álbum de fotografia FRAGMENTOS DE EMOÇÃO - antologia de fotógrafos contemporâneos, 47 autores*, a realizar no dia 8 (Domingo) de Junho de 2008 pelas 16 horas em

FEIRA DO LIVRO DE LISBOA
Auditório Principal – APEL
Parque Eduardo VII

Coordenação da sessão e breve reflexão sobre o projecto por Ângelo Rodrigues. Apresentação da obra pelo fotógrafo Ricardo Dias (Coordenador Editorial e ex-director da Revista «O Mundo da Fotografia»). Breve intervenção pelos autores. Momento musical (canções) pelo cantor/autor Francisco Naia.


PREÂMBULO

«A virtude da câmara não é o poder que tem de transformar o fotógrafo num artista, mas o impulso que lhe dá de continuar a procurar»
Brooks Atkinson

1. Olhamos - demoradamente - com os olhos da alma, as fotografias deste sui generis projecto que “baptizamos” de «Fragmentos de Emoção – antologia de fotógrafos contemporâneos». São imensas as sensações de prazer estético que muitas das fotografias nos proporcionam. Sabemos agora, que as palavras são banais, curtas, pobres e inapropriadas para descrever a magia, o poder e a força de algumas destas imagens. Convidamo-lo também, a entrar neste uni-verso visual, poético e onírico, de beleza, luz e paz (Oikeíosis). Com Arte e pela Arte, a vida é possível e desejável.

2. Porquê este projecto? A primeira resposta é simplesmente porque-sim. É decerto uma pergunta com uma resposta ao mesmo tempo tão óbvia quanto extremamente complexa. Há três certezas em toda a verdadeira Arte que gostaríamos de partilhar convosco: a contradição, o inconformismo e a insatisfação. É da luta dos opostos que sai o novo e o diferente como nos ensina todos os dias a vida. É urgente vi-ver des-alma-damente; é preciso imaginação, talento, experiências, fruições, êxtases, loucuras... é preciso saber-olhar e ver este mundo e os outros com paixão e diferença-quotidiana para re-inventar a beleza-dos-dias e assim ser possível suportar e tranquilizar as nossas vidas tão carentes e tão descuidadas de essencial - é também isto que nos leva à paixão e à fruição das fotografias deste nosso e vosso projecto. Os deuses, as mulheres e os homens envolvidos nesta obra, são artistas que se inquietam e que perguntam, que estão em demanda do seu próprio graal, que desejam mudanças que nos permitem desbravar e aventurar em novos mundos. Parafraseando Pessoa, a Vida não basta, necessitamos da Arte como de pão para a boca! Comamos já esta obra e alimentemo-nos saudavelmente da sua beleza intrínseca! A nossa alma agradece.

3. Pelo crepúsculo, calmos, serenos e em paz com o Uni-verso, contemplamos os trabalhos “luminantes” desta obra; é nesse ser-e-estar que sentimos estes pedaços de fragmentos do tempo, a que chamam fotografias, como janelas mágicas que se abrem para um prometido mundo de encantamentos. Falamos também de uma arte-maior, plena de poeticidade, qualquer coisa de enigmático e de sublime que fica algures entre o imanente e o transcendente. Fazemos e reiteramos aqui - com toda a propriedade e aquém do justo e do merecido - a apologia destes “fragmentos de emoção” que nos libertam, qual kathársis (purificadora) que nos permite uma aproximação à indefectível doçura dos deuses. Estamos na presença de uma obra ousada, corajosa, indelével, profunda, marcante, que embriaga... Beleza, luz, sonho, movimento, forma, aventura-da-cor, gesto-de-ternura, paixão, alquimia, eternidade, doçura, asas... tantas palavras aparentemente interessantes para ajudarem à fruição e ao sentido desta obra inovadora e absolutamente necessária; contudo, revelam-se pobres, inexactas, patéticas, ridículas… perante a essência desta proposta.

4. Respirando o fascínio e o enigma da noite, aflora-nos à mente o que Nietzsche nos ensinou: que o aborrecimento e o conformismo do mundo serão superados pela vivência e pela fruição da Arte. Obrigado a todos os fotógrafos contemporâneos incluídos nesta antologia por nos terem docemente perturbado.

Ângelo Rodrigues